Aumenta número de militares no governo; Procura por crédito tem maior crescimento em 9 anos

O ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, durante audiência na Câmara dos Deputados — Foto: Pablo Valadares

Os principais jornais do país trazem assuntos distintos em suas manchetes nesta segunda-feira (14). Em seu título principal, a Folha de S.Paulo revela que o número de militares em cargos de chefia ou de assessoria aumentou para 325 na administração publica durante o governo Jair Bolsonaro.

Obtidos pela Lei de Acesso à Informação, os dados mostram que o crescimento foi registrado em 30 órgãos procurados pelo matutino paulista. Em apenas quatro houve redução do número militares em cargos de chefia.

Segundo a Folha, a ampliação de militares em postos de comando foi mais expressiva em estruturas ligadas ao Palácio do Planalto, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), onde o ministro-chefe é o Augusto Heleno, general da reserva do Exército.

Na vice-presidência, houve ampliação de três para 65 militares. Na área do Meio Ambiente o número foi de um para 12, se comparado com o governo Michel Temer. “Número de militares sobe em 30 órgãos do governo”, informa a manchete da Folha.

Em seu título principal, O Estado de S.Paulo alerta para a maior procura de crédito por pessoas físicas dos últimos nove anos. Entre janeiro e agosto deste ano, o número aumentou 10,3% em relação ao mesmo período em 2018.

É a maior expansão desde 2010, época em que se notou avanço de 16,4% na quantidade de pessoas que se endividaram nesta linha de crédito. Segundo as informações obtidas pelo jornal, a queda de juros ao consumidor, a baixa inflação e o emprego em lenta recuperação explicam o aumento na procura por empréstimos.

O matutino informa também que a concessão de crédito para a renegociação de dívidas de pessoas físicas foi a que mais cresceu neste período, registrando aumento de 32,9%. Logo em seguida aparece o crédito consignado e o cartão de crédito, ambos com 32,5%.

Segundo o levantamento, hoje há 63 milhões de brasileiros com dívidas em atraso. “Procura por crédito tem maior crescimento em 9 anos”, destaca o título principal do Estadão.

Em sua reportagem principal, O Globo mostra que atual crise econômica fez com que mais empresas deixassem de recolher impostos enquanto a dívida ativa da União registrou crescimento de 84%, entre 2013 e agosto deste ano, atingindo R$ 2,4 trilhões.

Segundo o jornal carioca, 4,6 milhões de empresas (entre as cerca de 6,9 milhões existentes no Brasil) estão inseridas na “lista suja”. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional considera como irrecuperáveis 45% do montante devido.

Além de muitas dessas empresas terem decretado falência sem condições de arcar com suas dívidas com o estado, há também casos de companhias que se utilizam de formas fraudulentas para se livrar dos pagamentos, como a troca de CNPJ e ocultação de patrimônio.

Diante desse cenário, o Executivo enviou um Projeto de Lei ao Congresso que propõe regras mais rigorosas para os chamados “devedores contumazes”, que são aqueles que já somam mais de R$ 15 milhões em aberto e apresentam indícios de fraudes. “Cresce dívida de empresas com o governo”, revela a manchete do Globo. Fonte: G1

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