Polícia Civil desmonta esquema interestadual de furto e roubo de carros

Lojas do Setor H.Norte, em Taguatinga, são alvo de investigação por venda ilegal de peças automotivas roubadas – Foto: PCDF/Divulgação

A Operação Rota da Seda cumpre 120 mandados judiciais em três unidades federativas: Goiás, São Paulo e Distrito Federal

Uma organização interestadual especializada em roubo e furto de veículos para desmanche e lavagem de dinheiro foi desarticulada na manhã desta segunda-feira (30/9), no âmbito da Operação Rota da Seda. A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), cumpre 120 mandados de prisão preventiva, prisão temporária, buscas e apreensões.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso subtraia os carros para desmanche e enviava as peças para lojas do DF, em especial para lojas de autopeças no setor H. Norte, em Taguatinga, além de outros estados.

Lojas nos estados de Goiás, São Paulo e no Distrito Federal foram interditadas por suposto envolvimento na receptação e revenda de produtos roubados. As cidades de Campinas, Valinhos, Hortolândia, Indaiatuba, Brasília, Goiânia e Águas Lindas são alvos da operação, deflagrada em conjunto com a Secretaria de Economia do DF, que disponibilizou 18 auditores fiscais para compor as equipes. Participam dos trabalhos 450 policiais com 100 viaturas e três aeronaves.

Os veículos eram roubados em Campinas (SP) e cidades próximas e desmontados em grandes galpões. A PCDF afirma que pelo menos seis caminhões diferentes eram usados no transporte das peças. Cada um comportava, em média, dez veículos cortados. “Eles chegavam a transcorrer o percurso DF-GO-SP até três vezes na semana, indicando, portanto, um volume alto de carros roubados que eram inseridos no mercado de autopeças”, destaca a nota oficial da corporação. Ao menos dois mil carros cortados foram enviados ao DF na última década.

Lavagem de dinheiro

Para passar pela fiscalização rodoviária, o grupo emitia notas frias. Todos as identificações das peças eram raspadas e as informações omitidas para que não fosse possível verificar a procedência dos produtos. No DF, os itens eram distribuídos e as lojas também emitiam notas falsas o que, segundo a PCDF, fazia girar uma ” imensa máquina de lavagem de dinheiro e uma série de fraudes tributárias”.

Ficou comprovado que, pelo menos, 95% das lojas do DF se encontram atuando fora da legislação vigente (lei 12.977/16) que exige uma série de condicionantes para autorização de funcionamento. Também ficou claro que, direta ou indiretamente, “a grande massa de lojas do DF está vendendo peças de carros roubados/furtados não só no DF, como também em outros estados”, afirma a nota. As investigações avançam para desvendar outras rotas ilegais de transporte de peças e prisão de mais lojistas que também se encontram envolvidos. Fonte: Correio Braziliense

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