Greve em SP: após dois dias, sindicato suspende paralisação

A Prefeitura aceitou o pagamento da participação nos lucros para funcionários. Valores serão depositados até a próxima quarta-feira

A paralisação dos ônibus em São Paulo, iniciada na quinta-feira (05/09/2019), foi suspensa após o SindMotorista – que representa a categoria – aceitar o pagamento da participação nos lucros e das empresas, que era uma das demandas da categoria. O valor, pelo acordo, deve ser pago até a próxima quarta-feira (11/09/2019). A Prefeitura recuou ainda da proposta de extinguir a função de cobrador e reduzir a frota.

O presidente do sindicato dos motoristas e deputado federal, Valdevan Noventa (PSC-SP), disse que não haverá desconto na folha de pagamento de quem participou da greve. “Agradeço a confiança da categoria e o protesto está suspenso, porque o poder público cedeu e não terá desemprego para os trabalhadores”, afirmou.

O sindicalista negou, ainda, que o movimento tenha sido coordenado pelas empresas, que não queriam ter a frota, e consequentemente os repasses, reduzidos. Nesta sexta, o prefeito paulistano Bruno Covas disse que havia suspeita de locaute, que é a suspensão dos trabalhos por parte dos patrões, não dos funcionários.

Ao longo do dia, a cidade enfrentou congestionamento em todas as regiões. Segundo dados da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), na zona norte da cidade, por volta das 16h, havia 30 km de lentidão. Já na zona oeste, 23 km. No centro de São Paulo, região atendida com fartura pelo metrô, havia apenas 7 km de lentidão. Na zona leste, eram 14km, enquanto na zona sul, 22 km. Ao todo, foram registrados 96 km de trânsito. Fonte: Metrópoles

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