Moacyr Luz propaga ‘Sonho estranho’ em single com Samba do Trabalhador

Foto: Marluci Martins / Divulgação

Moacyr Luz volta a entrar na roda fonográfica após festejar 60 anos de vida com o melhor álbum da discografia, Natureza e fé (2018). O retorno do artista ao disco se dá ao lado do coletivo Samba do Trabalhador, com quem o bamba carioca vem construindo obra fonográfica paralela desde 2005.

Na primeira gravação com o grupo conterrâneo desde o registro de show perpetuado no CD e DVD Ao vivo no Bar Pirajá (2017), Moacyr Luz propaga Sonho estranho, samba majestoso composto e gravado em parceria com Chico Alves.

Sonho estranho tenta fazer o Brasil acordar para o sombrio quadro político-social desenhado em todo o país. Mas o samba deixa um rastro de luz ao veicular alguma esperança na letra que evoca versos dos sambas A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha, 1957) e Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973), hits do cancioneiro de Nelson Cavaquinho (1911 – 1986), bamba nominado na letra de Sonho estranho, escrita por Chico Alves.

Capa do single 'Sonho estranho', de Moacyr Luz & Samba do Trabalhador com Chico Alves — Foto: Divulgação
Capa do single ‘Sonho estranho’, de Moacyr Luz & Samba do Trabalhador com Chico Alves – Foto: Divulgação

Criador da bela melodia do samba, Moacyr Luz explica a gênese da composição: “Já faz um tempo que observo preocupado a transformação das pessoas no Brasil. De gentis a hostis, de calmos a raivosos. Percebo que o país está mudando, especialmente nos posicionamentos políticos, embora respeite democraticamente todas as opiniões. Vejo uma ceifa passando por cima do pensamento cultural. O artista sendo patrulhado. Isso tudo vem martelando minha cabeça de compositor. Até que em uma noite, transformei este sentimento em samba. Convidei meu parceiro Chico Alves, que compartilha este sentimento de angústia com o Brasil atual, para fazer a letra. Esta é uma música para que as pessoas possam exorcizar um pouco tanto ódio, falta de solidariedade e intolerância. Acredito que boa parte das pessoas se reconheça nos versos e na melodia deste samba”, aposta Moacyr Luz.

Além de dividir o canto da letra de Sonho estranho com Chico Alves, Moacyr Luiz pilota o violão de seis cordas na gravação formatada com os toques dos músicos Alexandre Marmita (cavaquinho e vocal), Gabriel Cavalcante (cavaquinho e vocal), Daniel Neves (violão de sete cordas), Junior de Oliveira (cuíca e tamborim), Luiz Augusto (tantã e repique de anel), Mingo Silva (pandeiro e vocal), Nego Álvaro (repique de mão, reco-reco e vocal) e Nilson Visual (surdo e vocal). Fonte: G1

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