Gilmar diz que ‘república de Curitiba’ não tem abrigo na Constituição

Foto: STF

Magistrado voltou a fazer críticas a força-tarefa da Lava-Jato durante um evento em São Paulo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) fez novas críticas a força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba, nesta sexta-feira (9/8). Durante um evento da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), o magistrado afirmou que o “modelo que se desenhou”, da “chamada ‘república de Curitiba’, não tem abrigo na Constituição.”

Para Gilmar, as mensagens reveladas pelo site The Intercept e outros veículos de imprensa, revelam que integrantes da equipe da Lava-Jato no Paraná atuaram para “obter vantagens”. Em entrevista ao Correio, publicada no último domingo, o ministro disse que procuradores formaram “uma organização criminosa para investigar pessoas”

As novas críticas ocorrem em meio a revelação de que ele, o presidente do Supremo, Dias Toffoli e suas esposas, foram alvos de investigações informais. Outro trecho de conversas, divulgadas nesta sexta-feira, pelo The Intercept, aponta que os procuradores planejaram, em março deste ano, usar a imprensa para pressionar a chefe do Ministério Público, Raquel Dodge. Eles também mostram desconfiança em relação a ela e sua “proximidade” com Gilmar Mendes. “Em relação aos procuradores, vocês têm visto tudo aquilo que se fala: perseguição, combinação. Obter vantagens, oferecer palestras, ganhar dinheiro, monetizar a Lava Jato. Imagine isto”, disse o ministro a jornalistas, em São Paulo.

“Estado de Direito é um modelo em que não há soberanos. Todos estão submetidos à lei. Portanto esse modelo que se desenhou, essa chamada ‘república de Curitiba’, isso não tem abrigo na Constituição”, completou.

Gilmar Mendes disse ainda que o caso prejudica o trabalho de combate à corrupção que foi realizado pela Lava-Jato nos últimos anos. “Agora se revela, a despeito do bom trabalho que tenha feito, essa grande fragilidade”, comentou.

A força-tarefa da Lava-Jato no Paraná tem negado as acusações e dito que “não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes nas últimas semanas. Em relação a eventuais investigações contra ministros do Supremo, o grupo informou que “sempre que surgem indícios do envolvimento em crimes de pessoas com foro privilegiado, a força-tarefa encaminha as informações à procuradoria-geral da República e ao Supremo Tribunal Federal, na linha da jurisprudência dessa Corte.” Fonte: Correio Braziliense

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